quinta-feira, 7 de maio de 2009

A Escrava Isaura



Neste romance, Guimarães mostra a figura da mulher como sendo uma heroína forte e independente, sendo capaz de enfrentar tudo sozinha. No trecho seguinte, pode-se perceber claramente a idealização da mulher através das características da escrava Isaura:





"A fisionomia, cuja expressão habitual era toda modéstia, ingenuidade e candura, animou-se de luz insólita; o busto admiravelmente cinzelado ergueu-se altaneiro e majestoso; os olhos extáticos alçavam-se cheios de esplendor e serenidade; os seios, que até ali apenas arfavam como as ondas de um lago em tranqüila noite de luar, começaram de ofegar, túrgidos e agitados, como oceano encapelado; seu colo distendeu-se alvo e esbelto como o do cisne, que se apresta a desprender os divinais gorgeios. Era o sopro da inspiração artística, que, roçando-lhe pela fronte, a transformava em sacerdotisa do belo, em intérprete inspirada das harmonias do céu"


  • Este romance também foi adaptado, dessa vez para uma novela, primeiramente para a Rede Globo e posteriormente para a Rede Record.